Labyrinth Lord
Semana passada, eu e meu grupo testamos um dos famosos retrô-clones de D&D, o Labyrinth Lord1 . Foi simplesmente sensacional!
O Luiz, comentador habitual daqui do Vorpal mestrou um início de campanha, que será usada quando um dos jogadores do grupo regular de 3.5 não puder jogar.
O Labyrinth Lord é um simulacro do BD&D do Moldvay/Cook, com todas as limitações de três alinhamentos (lawful, neutral e chaotic) e as raças estarem ligadas às classes. O grupo era formado por um magic-user (eu), um thief e um dwarf.
A experiência de jogar um retrô-clone é muito interessante, porque ele reune as regras e clima de um jogo old school, só que com uma apresentação e organização muito superior às da época.
O fato dos personagens não terem skills força os jogadores a pensar e usar a criatividade, além de fazer com que o mestre se empenhe mais nas descrições dos locais.
A sessão foi bastante nostálgica, porque nós começamos a jogar RPG com o BD&D (do Frank Mentzer), fora o Luiz, que começou com AD&D 2E, ao relembrarmos do quão complexo era o jogo que costumávamos jogar, porque olhávamos para a ficha atrás de uma idéia do que fazer e tudo o que tínhamos como resposta era um “te vira,cara!”
A tensão que foi os desarmes de armadilha, a complexidade descritiva dos nossos ataques durante o combate e o medo ao se deparar com um grimório de um mago que sabíamos que tinha um tipo de armadilha mágica que não conseguiríamos desarmar foi incrível, deixando todos os jogadores preocupados e cautelosos a cada curva na dungeon que exploramos.
Mas esses retrô-clones não são para qualquer um não. Esses garotinhos inocentes, garotinhos juvenis, garotinhos criados a leite moça, leite com pêra que fazem skill challenges para pedir um ovomaltino na taverna e não sabem da importância suprema do 10-foot pole não iriam durar nada nada.
