Post completo: beholder

Ok, o grupo entrou em uma dungeon. Os personagens já são poderosíssimos, auto confiantes, cientes que nada é capaz de impedir a sua busca e todos que se meterem em seu caminho serão impiedosamente obliterados e dizimados. Em resumo: os personagens do grupo estão no nível 3.

O grupo mata um grupinho de orcs aqui, uma shadow ali… tudo prosseguindo tranqüilamente.

De repente, o grupo abre uma porta e PAM!, um Beholder.

Ora, qualquer pessoa sabe que um Beholder está muitíssimo acima das capacidades de um grupo de nível 3. Mas e daí? O monstro está lá e não se tem muitas opções quando se entra em uma dungeon além de dizimar e pilhar toda forma de vida encontrada lá dentro.

Mas um Beholder?

Ora, nada é impossível. Aliás, Ronassic, morador de Sigil, inclusive compilou diversas histórias de aventureiros que derrotaram um beholder sem sequer sacar uma espada!

Segundo esse lendário compêndio, ao se deparar com um Beholder, um aventureiro esperto terá as seguintes opções de fala:

Seu tolo! Você acha que eu viria até aqui para confrontá-lo se eu não tivesse poder o suficiente? Eu estou aqui para descobrir se você tem interesse em dar tesouros em troca de conhecimento!

Essa tentativa de convencer o Beholder do grande poder que o personagem (não) possui é geralmente um blefe desesperado. O Beholder normalmente irá questionar o aventureiro sobre que tipo de conhecimentos ele teria para oferecer.

A melhor oportunidade que o enganador possui de se safar é dizer que possui um “conhecimento de valor e poder inestimáveis”. Então, talvez o Beholder acredite e saia da sala por alguns momentos para pegar o pagamento. Essa é a oportunidade que o aventureiro tem de fugir o mais rápido possível, pois é bem provável que o Beholder irá reunir seus lacaios para emboscar o “sábio aventureiro” e extrair o conhecimento sem pagar nada.

Sensacional! Eu acabei de encontrar um Beholder igual a você, mas ele tinha listras nos lados!

Na melhor das hipóteses, esse é um blefe que funciona a curto prazo. A maioria dos Beholders irá questionar o aventureiro sobre onde ele se deparou com a criatura defeituosa para que possa destruí-la. É provável que o aventureiro permaneça vivo até que o Beholder descubra sobre a mentira. A fuga na primeira oportunidade é a única opção que o aventureiro tem para permanecer vivo.

Mestre! Eu vivo apenas para serví-lo!

Essa tática é geralmente mais perigosa do que útil. Geralmente o Beholder irá entrar na onda até o momento de usar charm no aventureiro. Ou também poderá fingir que aceita o novo lacaio e irá atacá-lo quando estiver mais vulnerável.

Cocoricó! Có! Có!

Mesmo parecendo idiota, esse é o truque que tem mais chance de sucesso. Se o aventureiro conseguir convencer que é, na verdade, um galo que foi polimorfado, é provável que o Beholder o enquadre como criatura Inferior ou Inconseqüente e simplesmente o deixe em paz. Por outro lado, se o Beholder estiver com fome, é provável que ele devore o personagem.

Religião: a crença dos beholders credita a criação da espécie a uma divindade conhecida como a Grande Mãe, que teria dado a luz ao primeiro beholder, chamado Kzamnal. Mas a Grande Mãe não é a única divindade cultuada pelos beholders, existe também Gzemnid, irmão de Kzamnal que ascendeu ao status de divindade, que incentiva a ascenção no poder através da aquisição de conhecimentos.

Voo: ao contrário do que se pensa, o voo do beholder não deriva de magia. Vários aventureiros perderam a vida tentando lançar, sem sucesso, a magia “antimagic field” sob a criatura. O beholder é capaz de voar devido a um gás chamado tiusium, mais leve que o ar, que fica armazenado em diversas câmaras ao redor do corpo da criatura.

Os olhos do beholder: o beholder possui um olho central e dez olhos adjacentes, cada um com um poder específico:

O olho central: o olho central dispara um raio de anti-magia, podendo controlar a abrangência desse raio com o abrir ou o fechar da sua pálpebra central. O olho central é consideravelmente útil no covil do beholder, já que a criatura possui a preferência de cercar sua morada com armadilhas mágicas, com o uso do raio de anti-magia, o beholder pode vagar livremente sem se preocupar em disparar alguma sem querer. É sempre importante lembrar que o raio de anti-magia anula os poderes dos outros olhos.

Charm person: geralmente este poder é utilizado contra criaturas solitárias. Com o charm person, o beholder conquista valiosos minutos de um interrogatório tranquilo, onde pode extrair informações da vítima, além de conhecimentos e segredos. Outro uso bastante comum do charm person é para angariar lacaios para trabalhar com escravos amigáveis no covil.

Charm monster: muito semelhante ao charm person, o charm monster é utilizado principalmente para conseguir lacaios para proteção do covil.

Sleep: muitas vezes um beholder precisa viajar por um local onde a população o teme e/ou o odeia. Para não desencadear uma guerra que com certeza perderia, o beholder utiliza o sleep para desabilitar uma eventual testemunha de sua passagem. Muitas vezes essa testemunha também vira uma refeição.

Telekinesis: talvez o principal poder do beholder, a telekinesis serve como a mão da criatura, utilizando-o para pegar e manusear objetos, além de outras formas de interação com o mundo ao redor. A precisão da telekinesis do beholder é lendária, comparando-se aos ofícios do mais proficiente artesão.

Flesh to stone: além do óbvio uso em combate, os beholders utilizam este poder para dar vasão à sua veia artística. Por se considerarem artistas natos, os beholders são bastante exigentes com relação ao material que escolhem, dando sempre preferência à pedra sobre qualquer outro. Normalmente o beholder usa o charm para convencer o alvo para parar em uma pose heróica para, então, transformá-lo em pedra. Outro uso bastante interessante do flesh to stone é o armazenamento de alimentos. Muitas vezes o beholder transforma uma criatura em pedra para, dias depois, desfazer o efeito e se alimentar da criatura.

Disintegrate: assim como o flesh to stone, disintegrate possui outros usos além do óbvio durante o combate. O disintegrate muitas vezes é utilizado pelo beholder para ampliar o seu covil mas, o principal uso deste poder é em conjunto com o flesh to stone, para dar detalhes personalizados às suas obras de arte. Diferente dos outros poderes, o beholder não é imune ao disintegrate lançado por outros beholders.

Fear: os beholders usam este poder para intimidar seus lacaios e eventuais invasores.

Slow: o uso deste poder é geralmente empregado ou durante o combate ou quando o beholder decide caçar uma criatura mais rápida que ele.

Cause wounds1 : este é o principal ataque do beholder durante o combate. Assim como no disintegrate, o beholder não é imune ao cause wounds lançado por outros beholders.

Death ray: outro poder unicamente utilizado para ataque. Mas, diferente do cause wounds, os beholders são imunes a este poder quando lançado por outros beholders.

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