A Morte do Amigo

Calma pessoal, nenhum amigo meu morreu.

O título se refere ao episódio 26 de Street Fighter II Victory, aquele anime do SF que passava no SBT e mostrava o Ryu e o Ken ainda bem novinhos. O melhor de tudo, claro, era a Chun Li.

Vamos aproveitar então um assunto recém tratado aqui no vorpal, a morte.

“A Morte do Amigo” (ou AMdA) é um recurso muito interessante a ser usado nas campanhas. Digo desde já “Campanhas” ao invés de “Aventuras”, pelo fato do impacto ser muito maior quando os jogadores estão envolvidos e familiarizados com algum NPC e a história a algum tempo.

Apesar de clichê, alguns recursos utilizados em filmes fazem maravilhas nas campanhas. Eliminar um NPC de certo renome (como Wulfgar de Forgotten Realms, ou Otto de Greyhawk) num momento climático é algo que os jogadores podem comentar pelo resto de suas vidas, se o truque for aplicado no momento certo.

Antes de tudo, é necessário criar um vínculo entre o jogador (ou jogadores) e o NPC. Pode ser um empregador generoso, um tutor poderoso ou uma mulher apaixonada; o importante é que o vínculo afetivo se construa através de alguns jogos, gradualmente e de maneira natural. Para que isto ocorra de maneira mais solidificada, minha sugestão é que o NPC em questão apareça várias vezes nas aventuras, e predominantemente na parte “role” ao invés da parte “play”. Ele mantém suas características pré-determinadas para evitar uma descaracterização do personagem, mas incorpora “trejeitos” que agradem o “jogador alvo”.

AMdA dá um toque especial à campanha, como se fosse um capítulo memorável na saga. Não apenas cria um momento emocionante, como abre portas para evoluir o personagem.

[momento uber nerd]

Lendo hoje a edição 15 da revista Star Wars que sai aqui no Brasil, em uma das histórias Luke Skywalker ainda lembra e lamenta o momento em que perdeu seu tutor, Obi Wan Kenobi. Esta libertação de seu tutor fez com que o personagem sentisse raiva, pesar e frustração, até o momento em que futuramente, ele compreenderá o porquê deste destino e perceberá como o corte deste vínculo acabou sendo benéfico para sua evolução (assim como quando o Camus de Aquário manda o navio da mãe do Cisne pras profundezas do oceano- o intuito era fortalecer ele e destruir a dependência que impedia que alcançasse um poder maior).

[/momento uber nerd]

A Morte do Amigo, portanto, é uma ferramenta clichê (junto com “A Volta dos Que Não Foram”, “Amigos, Amigos, Negócios à Parte” e muitas outras) que tempera uma campanha, enriquecendo-a de maneira agradável à todos. Digo “tempera” pois funciona como um tempero: se usar na dose errada, ou se usar um tempero que não agrada, pode criar resultados “intragáveis”. Contudo, como uma campanha leva várias seções, fica mais fácil de saber o que agrada cada jogador, e assim, o Mestre conseguirá criar junto com os jogadores algo a ser contado em fóruns, blogs, encontros e seções.

Como curiosidade, alguém já sofreu ou aplicou uma AMdA em seus jogos?

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10 respostas para “A Morte do Amigo”

  1. Quanto as MdA sofridas, servem as ocorridas com familiares (famliliar = aqueles animaizinhos mágicos que auxiliam o mago/feiticeiro em D&D) rsrs?

    Abraços!

    Obs: achei o texto um pouco confuso.

  2. Ah é, esqueci de comentar rsrs… o braço do Dan (é o Dan?) naquela foto com o Sagat tá esquisito ou é impressão minha rs?

  3. fala CR, blz?
    o braço do Dan esta quebrado, por isso. alias, ali ele era so um personagem generico, uma satira aos personagens da SNK. so depois q ele ganhou nome e personalidade.

    quanto ao texto confuso….bom, sei la, eu entendi :P
    eheheh

    tentarei fazer um texto mais claro na proxima

  4. Não, o texto em si está bom. Mas algumas idéias inseridas no meio dele o deixaram um pouquinho confuso (na minha opinião). Como é o caso do quinto parágrafo.

    Mas tem certeza que o braço do Dan está quebrado rs? O cotovelo está para frente [!!!] rsrs. Aliás, não sabia que o Dan era um ‘figurante’ antes de ganhar destaque rs.

    E quanto à MdA, bom… uma vez eu fiquei bem chateado (de verdade rs) com a morte do familiar (o animal mágico que acompanha o mago) do meu personagem. Ele era um rato que, no contexto da aventura, teve de morrer para salvar uma vila.

    Eu até quis (na sessão seguinte) alterar essa parte da história rsrs, mas o mestre não deixou rs.

  5. o braço dele esta “para o outro lado”, quebrado, por isso o cotovelo esta estranho. pelo menos foi assim q sempre vi, ehehe. essa figura é meio antiga ja.

    quanto ao familiar, sempre fiquei chateado com o fato de o mago perder um ponto de atributo quando o familiar morresse, por isso nunca tive um , hehehe

  6. Existe alguém além de mim que gosta do Dan? Tipo, ele é o melhor cara pra usar contra seu amigo que esta jogando com o Akuma(se vc conseguir vencer o Akuma com o Dan, se não conseguir use o Ken).

    A morte do amigo é um acontecimento revigorante, animador e catastrofico. É um evento que da animo a qualquer um pra enfrentar o primeiro infeliz que cruzar seu caminho(além de servir pra zuar seu amigo que estava apaixonado pela NPC que morre de forma tragica).

    Sobre o Dan, ele foi feito pra ser uma mistura de Robert Garcia e Ryu, ele é extremamente fraco porque tinha de ser assim(se vc estiver jogando Street Fighter e seu oponente escolher o Dan fuja o mais rapido possivel ou será evergonahdo em publico)

  7. o dan foi feito pra avacalhar, acho q por isso nunca fui fã dele no q diz respeito a “jogabilidade”.

    so uma correção :alem do robert, é o ryo, nao o ryu :D

  8. Desculpa sair do tópico principal dos comentários (Street Fighter), mas já utilizei a situação da morte do amigo na mesa de jogo mais de uma vez. A última foi na campanha atual do Old Dragon, onde usei esse artifício com um plot twist: não foi a morte do amigo, mas sim a morte do inimigo (não pelos jogadores, mas de outra forma). Ainda não sei como o grupo vai reagir nesse caso, isso aconteceu no final da última sessão.

  9. poxa fabiano, como vc se atreve a falar de rpg aqui, ao inves de street fighter?
    tsc tsc tsc..

    eheheh

    é, essa foi uma otima pedida. imagino q os jogadores bolaram planos de como derrotar o vilao, e no fim ele ja havia sido derrotado por uma terceira força.

    otimo twist!

  10. Puts…isso eh um troço bem comum nas minhas mesas, gosto de fazer isso em todas as campanhas que eu narro. Coloco uma NPC legal, um personagem apaixona, deixo eles começarem a ter um namoro, espero um tempo e faço um vilão matar ela, é interressante ver a reação dos jogadores, pq eles normalmente ficam tristes de verdade.

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