Tome of Horrors
No post de hoje, vou contar uma historinha para vocês. Era uma vez um jogo chamado Advanced Dungeons & Dragons. O inventor desse jogo era um cara muito carismático chamado Gary Gygax, que tinha uma imaginação muito fértil e não tinha medo de ser feliz, por assim dizer.
O AD&D, apelido carinhoso dado ao jogo, era sobre heróis que enfrentavam todo tipo de monstro: orcs, dragões, demônios, mortos vivos, etc. Não preciso dizer que esse jogo gerou muita controvérsia, especialmente na parte dos demônios, mortos vivos e, mais do que todos, na parte do etc.
As pessoas que achavam que esse jogo era prejudicial à formação cristã de seus filhinhos fizeram muito barulho na época, pedindo o fim do jogo, exorcismo do Gary Gygax e a volta de Jesus H. Cristo. Só que o velho Gary (que na época nem era tão velho assim) não deu bola para essas pessoas revoltadas e tocava o jogo da forma como achava melhor: colocando muitos monstros horríveis para serem enfrentados pelos jogadores.
Só que o pessoal da empresa do Gary não concordava muito com isso, achava que o jogo deveria agradar essas pessoas. Então o que eles fizeram: mandaram o Gary embora e lançaram uma nova versão do jogo, mais light e mais indicado para os filhinhos sensíveis dessas pessoas. Muitos dos monstros horríveis caíram fora do jogo, os demônios deixaram de se chamar demônios e por aí vai.
E o jogo andou bem, veio a terceira edição, mais corajosa, trazendo de volta os demônios e outros monstros mais contra-indicado para os filhinhos sensíveis.
Mas muitos monstros legais acabaram caindo no esquecimento nos longos anos que a segunda edição do AD&D existiu.
Então, uma empresa cujo nome provavelmente não agradaria às mamães dos filhinhos sensíveis (Necromancer Games) lançou um livro cujo nome também não agradaria às mamães dos filhinhos sensíveis (Tome of Horrors) trazendo de volta todos esses monstros terríveis que caíram no esquecimento durante a segunda edição. O próprio lema da Necromancer Games é “Regras da terceira edição, clima da primeira edição”. Uma coisa muito legal do livro é que, depois de cada monstro vem a indicação de qual livro ele pertencia anteriormente.
Tome of Horrors é um livro de monstros indispensável para quem quer passar um clima mais old school para suas sessões de D&D. E, para os jogadores da 4E, uma boa notícia: a Necromancer Games já confirmou que lançará, ainda em 2009, o Tome of Horrors atualizado!





Essa é uma notícia boa mesmo. Tem muitos monstros old school que, apesar das aparências muitas vezes ridículas, tem histórias e apresentações muito legais.
Última postagem no blog do Daniel Anand: Intense Debate aqui no Rolando 20
yeeeeey !!
Última postagem no blog do Rey: Aventura-Solo – Parte 10: Some kind of monster…
A questão da aparência, é só colocar uns espinhos nos lugares certos e fica legal
Então copio o Rey: “yeeeeey !!”
Última postagem no blog do Vill: Anões Mais Cinzas
Já vi essa série de livros para baixar em cantos obscuros da internet. Obviamente não é tão bem-acabado quanto um livro da WotC, mas traz algumas coisas interessantes, apesar de ser necessário eu fazer uma ressalva aqui. Quanto mais uma pessoa força a imaginação, mais idéias saem, mas infelizmente as boas são as primeiras. Espere encontrar muita coisa tosca que você jamais usaria em uma campanha sua.
Eu SABIA que você voltaria para edição 3.X, hehe. Eu também voltei. O que achou do Pathfinder? Falei mal antes, mas agora curto a idéia; gostei muito do feiticeiro deles, por exemplo.
@Havoc: sim, essa série é bem conhecida. Eu olhei o II e o III e não gostei, é tudo material inédito. Mas o ToH I é um dos top da minha prateleira.
@Kabral: pois é, a 4E foi uma grande desilusão. Eu ainda não olhei o Pathfinder com carinho, vou esperar sair a versão definitiva em outubro.
O.O
WEEEE /o/
D&D 4th com monstros de AD&D!!!
Estou tão feliz!
Última postagem no blog do Shin: O Druida Conjurador
E que venham os golens de cabelo!
Ops,exemplo errado.
Que post mais gay.
Felizmente minha mãe, apesar de católica tradicional, era inteligente o suficiente para ver que o RPG dos filhos era só um jogo — e um que os tirava da frente da TV durante todo o fim-de-semana.
Quase que constantemente na cozinha, ao lado da área em que jogávamos, ela chegava mesmo a fazer comentários durante o jogo, como “esse vilão de novo? Já não é a terceira vez que vocês tentam matá-lo?”
Última postagem no blog do Marcelo Dior: Matéria da revista Cláudia: O mundo vai acabar
Tudo que tenho a dizer:
Yeeeeey de novo.
Última postagem no blog do Tonho: Breve História do Dungeons & Dragons, Parte 1